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sábado, 20 de julho de 2019

Anime Friends 2019


Após um pequeno hiato, voltamos ao Anime Friends, e fomos no último dia (domingo, dia 14 de julho). Fomos em sete pessoas (Sete otakus e um destino) espremidas dentro de uma Towner velhinha. Eu fui com grande expectativa para esse evento. Já havia separado uma boa quantia para torrar em mangás. Chegamos sem problemas, o acesso ao evento foi rápido para quem comprou ingresso antecipado.
Só lamento pelo nosso colega que havia levado lanche para uma semana, mas acabou tendo de jogar fora devido a fiscalização tê-lo apanhado com produto não industrializado. O que não é permitido segundo as regras. O regulamento também não permitia entrada em trajes impróprios, mas era possível ver pessoas andando seminuas dentro do evento. Vai entender.

Eu esperava mais...
Se meu foco eram os mangás, fui eu peregrinar pelos estandes das editoras. A poderosa Panini estava dando descontos de 20%. Era possível entrar e ver os produtos nas prateleiras, haviam muitos lançamentos, um mais caro que o outro. Francamente, na internet é possível encontrar descontos mais atraentes. Eles ainda estavam promovendo um quiz e distribuindo brindes.
O estande da Newpop tinha preços mais acessíveis, mas infelizmente eram para obras que pouco me interessam (com exceção de GTO). Ao lado, tinha uma bonecão enorme de pelúcia do Kyubey, onde as pessoas podiam tirar fotos.
A JBC me decepcionou, eu até cogitei comprar o Hokuto no Ken, porém, não era permitido entrar no estande. Os interessados ficavam do lado de fora em duas filas, uma para olhar o catálogo e outra para comprar os mangás. O que deu pra fazer foi tirar uma foto em cima da moto do Akira.
A Comix tinha uma variedade maior, alguns produtos baratos (só os refugos) e outros superfaturados (difíceis de encontrar). Descontos? Só em compras acima de 100 taokeys. Valia a pena para quem estava a procura de revistas mensais. Só peguei o Capuz Vermelho Nº 1.

O que chamou minha atenção
Uma parada para o lanche e o que resta é caminhar sem rumo. Outra parada para ver a apresentação da banda Aurabreak. Na hora eu achei fosse a banda Carapuça (que esteve no AF 2017), na verdade o vocalista era o mesmo. Andei, andei, andei... até que passando por uma barraca encontrei um pacote com os mangás de Vinland Saga 1 ao 9. Consegui um desconto pagando em dinheiro. Exausto, fui procurar um lugar para descansar. Bem em frente á praça de alimentação estava rolando a luta livre. Na minha opinião, foi o melhor entretenimento do evento. Em eventos anteriores não tinha como assistir (devido a multidão se aglomerar na frente), mas foi muito legal. Alguns golpes são plasticamente bonitos de se ver.
Imagem meramente ilustrativa.
Não tirei foto das lutas, então se contente com os minions brigando.


Antes do final
Eu não podia vir embora sem antes comprar algum material independente. Comprei o "Chaos" do Felipe Folgosi. Ele foi muito simpático e até autografou o meu exemplar. Se tínhamos nos livrado dos "formandos" na entrada, na saída uma deles me deixou puto. Ficou insistindo para que eu comprasse umas bugigangas, quando eu me livrei do infeliz não sabia pra onde ir. Na volta a Towner começou a dar problema na direção e a descida da serra foi dramática. Teve gente que veio rezando.

Considerações
De todos os AFs que fui, este foi o menos atraente para mim. Minha expectativa maior era em relação aos mangás e HQs, que não foi plenamente satisfeita. O que salvou foi a luta livre. Ainda assim, serviu para matar a vontade de aventuras nas férias.
Até a próxima!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Anime Friends 2017

O principal objetivo de um evento de anime é arrancar o máximo de dinheiro do público. Mas isso não significa que não possamos nos divertir dentro dele.

Saudações, ilustríssimos visitantes! Na postagem de hoje contarei um pouco da ida ao último dia do Anime Friends, ocorrido no domingo (09/07/2017). 

A ida...
Finalmente chegou o dia. Mochila nas costas e lá fomos em busca de aventura. Encontramos o restante da turma no estacionamento ao lado da rodoviária de Peruíbe. Elienai ia levando os apetrechos do seu cosplay e ele fez mistério, não revelou qual seria. A caravana dividiu-se em duas vans. Eu e minhas sobrinhas entramos e fomos para o fundão. A diversão começou durante a viagem. Nada melhor do que brincadeiras e um pouco de bullying para passar o tempo na estrada.

A chegada...
Desembarcamos no Transamerica Expo Center e de cara já havia alguns supostos universitários tentando nos empurrar revistas. Só que eu fui psicologicamente preparado para não gastar dinheiro antes da entrada. Nosso organizador e amigo Elienai, irreverente como sempre, distribuiu para o pessoal da fila seu handspinner artesanal.
E finalmente adentramos os portões do Anime Friends, detalhe que não houve revista para entrar, em minha opinião foi um ponto falho da segurança. Apenas olhavam e permitiam a entrada de quem estava com a pulseirinha preta.
Créditos da imagem: Elienai Muniz

Dentro do evento...
Em alguns locais era difícil caminhar com tanta gente transitando. Por outro lado, as instalação estavam mais adequadas, se comparadas ao ano passado. Haviam mais locais com banheiros, o que fazia as filas se tornarem raras. Circulamos um instante pela praça de alimentação e nada de novidade, os preços sempre nas alturas. Dá a impressão de formação de cartel, mas fazer o que, comida é uma necessidade então muitos aceitam os preços absurdos. Por experiência da edição 2016 decidimos levar lanche. Como não havia locais para sentar, lanchamos no chão mesmo.

Banda Carapuça...
Enquanto as meninas ficaram tirando fotos dos cosplayers, eu queria ver a apresentação da banda Carapuça. Fizeram uma apresentação barulhenta e empolgante, apesar do pouco público em frente ao palco. Destaque para a versatilidade do vocal, que ia dos agudos ao gutural de forma insana. O restante da banda também não ficou devendo em nada. Eles tocaram alguns covers e músicas autorais também. Achei bacana a atitude do vocalista em descer do palco e cumprimentar as pessoas.
Uma das músicas tocadas no evento.

Evitando as facadas...
Terminado a apresentação da Carapuça, eu fui olhar os estandes de mangás e HQs. Havia muita coisa legal, mas os preços eram o problema. 70? 150? 300? Tenha dó, eu não ganhei na loteria. O mesmo se podia dizer daqueles bonequinhos de personagens de anime. (action figure é o cacete! O nome é e sempre será boneco). Saudades do tempo em que se podia comprar vários deles nas lojas de 1,99.
"Faça elevaaar o cosmo no seu coração..."

O duelo...
Encontrei o Elienai e fomos para a luta de espadas. De um lado, o Gladiador do Império do Caraguava, do outro, o Cavaleiro Negro do Reino de Veneza. Foram duas batalhas intensas onde ele venceu as duas. Enfim, eu sou brasileiro e não desisto nunca, em 2018 estaremos lá novamente. Como diria Rocky Balboa "Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha". A dupla que lutou antes de nós pediu para que filmássemos eles, em troca da gentileza eles filmaram a nossa luta. Em breve postarei o vídeo.

Na jogatina...
Em meio às andanças pra lá e pra cá, sem rumo, ainda deu tempo de assistir um pouco da apresentação do Bittencourt Project, do guitarrista do Angra, Rafael Bittencourt. Tocou a minha música favorita, “O pastor”. Não posso dar mais detalhes porque não assisti até o final. Após isso fomos procurar algum jogo no estande da Devir. Carcassonne Star Wars, achei este jogo muito legal. O jogo estava indo bem, até a moça do estande mostrar que estávamos jogando de forma errada. Tudo bem, até que gostei e pensei em levar o jogo. Mas não tive coragem de perguntar o preço com medo de ter um infarto. Enquanto isso a banda japonesa Asian Kung Fu Generation estava tocando no palco próximo dali.
Finalmente vimos o cosplay do Elienai. Ele foi ao vestiário e quando voltou passou perto de nós achando que passaria batido. Eu o reconheci pelo tênis. Estava trajado de Sem Rosto, personagem de "A viagem de Chihiro".

Hospital Kervorkian...
Elienai tentou me convencer a entrar no Hospital Kervorkian, mas eu fiquei de fora. Fui chamado de “arregão”, mas não entrei. Coisas temáticas de terror são o tipo de coisa que não me atraem. Minutos depois encontrei minhas sobrinhas e elas já tinham me convencido a entrar, porém, quando chegamos, Elienai nos contou o quão horrível foi... desperdiçar 15 contos de réis em algo muito paia. Aí desistimos de entrar.

Faltando 1 hora para terminar...
Em meio a tanta coisa cara, em se tratando de arte, o ponto positivo do evento foi o Beco dos Artistas. Onde se podia comprar ilustrações, HQs, mangás e livros com preços acessíveis, de qualidade e ainda ganhar um autógrafo do próprio autor. Comprei três livros sobre a 1ª e 2ª guerras, do Julius Ckvalheiyro, que acabou me fazendo um bom desconto e ganhando um fã.

Era final de evento e cismei de entrar no estande da Panini, haviam muitos títulos conhecidos, (Dragon Ball, Cavaleiros, Beelzebub, etc.) todos com 25% de desconto. Ainda assim não compensaria, no meu caso. Não seria legal levar duas ou três edições de uma série e ficar com a coleção incompleta. Por isso tenho preferência por one-shot e séries em poucas edições. E foi isso o que eu encontrei no estande da New Pop. Por que eu não entrei lá antes?! Por que?! Haviam alguns títulos por 5 contos, comprei os três volumes de Hollow Fields e as duas edições de Street Fighter. Valeu muito a pena!

Conlcusão
O Anime Friends está para o anime assim como o Rock in Rio está para o rock. Ou seja, animes deixaram de ser o foco há muito tempo. O que se vê é uma tentativa da Yamato (produtora do evento) de atrair vários públicos, gamers, kpoppers, roqueiros, fãs retardados de youtubers retardados, enfim, toda sorte de criatura que tenha dinheiro pra gastar. O que torna o evento visualmente bonito são os cosplayers. E se você como eu, gosta de quadrinhos, mangás, dê uma chance aos artistas independentes, você encontrará muita coisa barata e com ótimo conteúdo.
Resumo da ópera: foi ótimo! Eu me diverti, as minhas sobrinhas se divertiram e isso é o que importa. Vamos com certeza levar boas lembranças deste dia.

Até a próxima!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Anime Friends 2016

Finalmente chegou o dia mais aguardado das férias! Domingo, 17 de julho. Conforme o combinado, lá estávamos no ponto, às 8:00h, prontos para embarcar. Pra variar, sempre tem os atrasados. Sem muito o que conversar na viagem, botei o fone de ouvido pra tentar relaxar. Inútil tentativa. Acharam um pen drive e logo puseram pra tocar no som do ônibus. Chegamos em São Paulo às 11:00h. Nas proximidades do evento era visível uma grande movimentação e uma enorme centopeia humana se formando no portão de entrada. Ao desembarcarmos, tivemos de entrar naquela fila, pois era reservada ao pessoal que vinha das caravanas. 

Ainda do lado de fora havia gente vendendo de tudo, meias, perucas, alimento pra pagar meia entrada, lentes, chocolate. Só não tinha ninguém vendendo penico, talvez eu não tenha visto. Eu estava necessitado de tirar a água do joelho! Eu vinha me segurando desde a serra. Ainda na fila, comprei uma revista e um lego do Homem de Ferro, mas só comprei porque o cara disse que ‘tava cursando engenharia e precisava de ajuda, se fosse de humanas... Mandava vender miçanga na praia.

Terminada a primeira fila, ainda tinha a outra do lado de dentro. E a vontade de mijar estava ficando insuportável. Passado a revista fui correndo à procura do sanitário. Aí sim, mais tranquilo, pude finalmente me sentir livre no meio do evento.


Como tinha gente, parecia um formigueiro. Depois do Peruíbe Fest criei uma grande expectativa para o Anime Friends. De fato, havia mais atrações, mais cosplayers, mais gente bonita, mais gente feita também. Juntei-me a minha sobrinha e entramos nos estandes, olhamos as lojinhas. Tudo, literalmente tudo estava caro. Dá a impressão que os estandes fazem cartel, combinam de deixar os preços nas alturas. Se houvesse concorrência nos preços, certamente venderiam muito mais. Sentindo o estômago roncar, eu e a Iza fomos procurar o que comer e adivinha? Tudo caro! Mas movido pelo coração que bate sem parar e a fome que gritava em meu interior, abri a carteira. Não tinha onde sentar, sentamos no chão e ali lanchamos. ^^

Em seguida eu fui em direção ao palco, estava tendo apresentação da banda Comitiva do Rock. Foi legal pra caramba! O som estava muito potente, cada batida que o baterista dava no bumbo era possível sentir a pancada no peito. Enquanto a banda cantava “Pegasus Fantasy”, de surpresa aparece Bruno Sutter pra dividir os vocais. Naquele momento a ida ao AF já tinha valido a pena. O cara pode até não ser um ótimo vocalista, mas tem carisma. Algumas músicas depois ele voltou ao palco, desta vez na pele de Detonator, cantaram uma mistura de “Marvada Pinga” (Inezita Barroso) com “Painkiller” (Judas Priest). Certamente o melhor momento do show! Me arrependo de não ter filmado.

Mais uma vez, dando umas voltas pelos estandes, cheguei a cogitar a possibilidade de comprar algum mangá. Tinha muita coisa legal. Mas sei lá, algumas coisas já não me encantam mais. Se fosse há uns cinco anos atrás eu não pensaria duas vezes em sair de lá falido. Como a gente muda...

Cosplays indo, cosplays vindo e a hora não passava. Até que meu amigo Elienai me chama pra um duelo de espadas, lutamos duas vezes e perdi. O cara é gordinho, mas é ágil. Depois fomos para o beseball, eu não ganhei nada, ele que é rabudo ganhou um mupy. Dali fomos para a área de jogos de estratégia. Jogamos X-Wing e foi uma batalha difícil pra ambos, porém divertida. Ao final, perguntamos quanto custava o jogo...quase tive um infarto. (Se eu me livrar da disciplina que estou devendo na faculdade, me darei de presente este jogo, custe o que custar, pois valerá a pena). Outro jogo interessante é Smash Up, que só comecei a entender como se joga no final.







Já era noite e ainda tinha a última apresentação no palco. Nessa hora eu preferi correr para o lado oposto pra comer mais um x-salada. Aí foi só aguardar a hora de ir embora, suportando o frio paulistano.
No final das contas, valeu a pena ter ido ao Anime Friends. Se não foi aquilo que eu esperava, ao menos serviu pra passar o tempo, ter o que dizer das férias. Havia atrações internacionais, cantores japoneses, atores (Jiraya e Jiban) e roteirista de HQs, como não conheço acabei não me interessando em ir atrás, enfim. Esse foi o resumo da minha primeira ida ao AF.